Capítulo 3 - Reações

Comentários

  1. Acho que já posso começar a responder a mim mesma se Shapin é ou não um relativista. Começo a pensar que o relativismo dele é metodológico como um exame das ideias que se apresentam durante o estudo. Lembrei da citação que ele fez no capítulo 1, p.2, quando ele diz que o problema não era "a estória de Woody Allen sobre o livro de dieta de Nietzsche versus a seriedade acadêmica adequada". A ideia do profano e o sagrado sobrepostos, a ideia de baixar o tom se coloca clara; o pesquisador, o historiador das ciências deveria considerar todos os diferentes conhecimentos e teorias com simetria em seus estudos. Não existe um método científico universal para se "fazer" ciência. Alias, muito bem colocado por vários professores da linha de pesquisa CTS, o universal é o particular no poder. O entendimento de que historiadores das ciências, ao tentarem colocar outros atores em cena para compreender o desenvolvimento de uma pesquisa, estariam sendo julgados como não cientistas ou anticientíficos fica claro durante o capítulo. Este procedimento é visto como um ataque às ciências. Enquanto isso, no passado, movimentos de alguns cientistas que tentavam se dissociar de experimentos anteriores não eram vistos como anticientistas. Shapin coloca muito bem que toda fala tem um contexto por trás, tirar a frase do contexto pode trazer uma interpretação equivocada. Penso que, apesar de todos sabermos disso, a dificuldade de controlar o que será feito com aquilo que foi falado é muito grande. São muitas associações, mobilizações, agenciamentos para manter algo fechado dentro de uma referência.
    Voltando ao ponto inicial que nenhuma ciência é exclusiva de uma área de conhecimento específica, tem um ponto neste capítulo que me deixou, após todo o discurso do Shapin até aqui, meio confusa. Ele afirma que existem estudos com qualidade superior e qualidade inferior. Será que ele classifica os estudos como mais superficiais e outros como mais detalhados? Não seriam estudos com óticas diferentes? Ou a escrita visaria alcançar públicos diferentes? Ou seria uma pesquisa situada, para um público situado? No meu entendimento, cientista fala para seus pares, e qualquer coisa fora deste padrão se torna estranho, mesmo para Shapin. Artigos científicos não são para leigos, artigos científicos procuram se estabilizar, procuram virar uma verdade, procuram credibilidade, caso contrário seus laboratórios não recebem verba, não recebem bolsas, ficam invisíveis para a universalidade que almejam.

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  2. A abordagem deste capítulo trata da desconstrução da ciência pelo ponto de vista dos próprios cientistas, argumentando o que de fato seria ser "anticientífico" e o que não se caracteriza como isso. Pessoalmente, ler este texto foi para minha mente um grande confronto entre compreender o ponto de vista do autor, e me debater de contra minha própria ignorância por não vir de uma área científica -tornando assim os seus exemplos para mim, pouco familiares. Porém, mesmo sendo este o caso, algumas de suas indagações me soaram muito mais familiares do que eu poderia esperar. Sendo uma destas o questionamento ferrenho do autor sobre por quais vias de regra definimos qual seria o "método científico" correto.
    Eu pessoalmente nunca tive uma aula verdadeira sobre métodos científicos, e nem nunca precisei também me utilizar dele para conhecer e escolher favoritos. Porém me recordo do descontentamento que senti desde a primeira vez que aprendi sobre eles, me sentindo obrigada a pensar que: "mesmo que eu encontre outro modo de validar minhas teorias, posso ser descredibilizada só porque eu não segui um passo a passo de caderno?". Sendo que ter este sentimento confirmado pelas palavras de Shapin, me deu a paz de espírito necessária para eu tentar chegar ao entendimento de sua conclusão final sobre o que é de fato ser "anticientífico". Onde no caso não seria se opor a um ponto de vista só porque você não o aprecia. Ou em outras palavras, não alegar que algo na ciência possa estar errado, mas sim, questionar quando algo começa a muito cegamente ser tomado como certo (ou como ideal).

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  3. Além de uma provocação, um ótimo desafio para um pesquisador o modo de ser “anticientífico”. Proposta ousada advinda um relevante historiador do campo das ciências que se delicia dos conflitos internos e externos das ciências; o mesmo historiador que se autodenomina como um meio termo entre um soldado comum ou testemunha interessada nos conflitos vigentes, trazendo à tona suas impressões. Que inspiração isso nos traz! De fato, numa pesquisa, nada de uma ciência engessada à modelos e métodos enrijecidos, descontextualizados das necessidades dos indivíduos e sociedades contemporâneas, ou concebida sem os entrecruzamentos dos diferentes saberes humanos em diferentes as esferas do pensamento e expressões humanas, hoje, é considerado. Uma pesquisa envolve sempre a parcialidade de seu investigador e a pluralidade do diálogo permanente entre as ciências, transpondo barreiras entre aquilo que se concebe como as da natureza e as humanas e sociais. Neste caso, entendemos, que nem tudo se pode pôr em prova para se conquistar o estatuto de ciência e que parte dessa produção é também hipótese e especulação. Na proposta do autor, que nos dá as pistas desde o início do capítulo sobre a atitude “anticientífica”, pensamos o que seria para um pesquisador ser “anticientífico”. Destacamos duas afirmações: aquela que diz não haver método científico, que entendemos como não haver método cientifico imparcial ou unilateral, ou seja, que não sofra interferências tanto das vivências e interações do pesquisador, como o meio e o lugar ou valor histórico do seu objeto de pesquisa; e aquela que diz que todo conhecimento novo só o é se socializado, ou seja, se compartilhado entre os discursos populares, comunicado, transmitido e tornado vivido a partir do cotidiano numa sociedade.

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  4. LABORATÓRIOS DE ESTUDOS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE
    Aluno: Mario Afonso da Silveira Barbosa
    Reação ao capítulo 3 do livro “Nunca Pura”

    O método científico pode ser definido como um conjunto de regras básicas para realizar uma experiência, a fim de produzir um novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Porém, para os filósofos da ciência, na verdade, não há um método científico no sentido de uma receita universal para se fazer ciência. O escopo da ciência é tão amplo e diversificado que, mesmo sem muita pesquisa filosófica, já é de se desconfiar que é quimérica a ideia de um procedimento único, aplicável a todas as áreas. Além disso, está claro para os especialistas que mesmo em domínios mais restritos a investigação científica não é amoldável a nenhum procedimento fixo em termos de regras de aplicação automática. A percepção aguda desse ponto levou alguns filósofos contemporâneos a defender a posição extrema de que simplesmente não há nenhum método científico.
    Carl Sagan, o astrônomo e um dos divulgadores de ciência mais famoso do século 20, defende a ideia de que o método científico seja uma das formas de produção de conhecimento mais bem sucedida, isso por gerar diferentes situações em que o homem pôde superar seus limites e transformar a sua inter-relação com a natureza. A extinção de doenças endêmicas, a "conquista" do espaço, a decodificação genética, dentre outras tantas maravilhas produzidas, tem seu fundamento na produção de conhecimentos científicos, que por sua vez aconteceram a partir de um
    método científico. Em contrapartida, vale ressaltar que os métodos e concepções científicas que permearam a ciência, apesar de propiciarem pontos positivos, muitas vezes funcionaram como um muro, gerando obstáculos epistemológicos à ciência.

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  5. Apresentei uma reação ao semestre passado, na leitura do capitulo 3, o mundo misterioso da ciência, a famosa caixa preta de Bruno Latour veio ao meu pensamento, Shapin trata a caixa preta com outra abordagem, enquanto Latour examinou a ciência e seus personagens na questão dos modos de funcionamento, Shapin faz diversas comparações causando um aparente relativismo não declarado, focado em classificações ao modo de funcionamento. Particularmente gostei mais da abordagem de Lathour, a visão pública da comunidade cientifica não pode separar elementos da sociedade levando a um processo de exclusão.

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  6. Como Ser Anticientífico
    O que é ser anticientífico ou não ser um? Ao ler o capítulo podemos identificar que há uma tendência em querer modificar essa ideia pela própria ciência, ou melhor, pelos próprios cientistas, ou ainda, por se querer conceituar o que não é anticientífico.
    Dessa forma, há que se destacar quando o autor, na página 32, cita a não existência de um método cientifico. Talvez, possamos estender essa ideia para, havendo a necessidade, do momento ou contexto, de se desenvolver ou criar métodos próprios ou adicionais, aos já existentes, estaríamos, nesse momento, admitindo que não há um método científico único e, sim, um conjunto de procedimentos que podem ser moldados a uma necessidade do contexto. Nossa, sendo assim abrimos novamente um debate conflitante sobre a sua existência.
    Vejamos um exemplo. Sendo professor de Física, algumas vezes, nas aulas de circuito elétrico, ensinava a calcular valor da resistência equivalente de um circuito. No dia da avaliação um ou outro aluno, mesmo não lembrando do procedimento, acerta a questão, descrevendo de forma conceitual e não formativa.
    Então, o que é certo?

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  7. A ciência é unida em termos conceituais? Neste capítulo o autor traça um paralelo reflexivo sobre “método científico” sob uma perspectiva indisciplinada, buscando entender uma abordagem de resolução de problemas através de diversas óticas.
    Incomoda-me um pouco perceber que grande parte dos estudos acontece de maneira isolada, como por exemplo: um grupo de pesquisa de uma determinada área em uma determinada universidade, muitas vezes não leva em consideração a realização desta pesquisa em outras áreas e a partir de temas correlatos.

    Ainda hoje no século XXI, somos enquadrados em “caixas”,de maneira disciplinada, sendo designada segunda as áreas: humanas, exatas, etc, sem levar em consideração a intersecção entre os alunos, bem como as lacunas existentes entre elas.

    Se o método científico é o que fazem os cientistas em seu trabalho, não o que outras pessoas ou mesmo eles próprios podem vir a dizer sobre isso. Como então conseguiremos perceber o método como algo livre de parcialidade?

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  8. Descreve sobre o que chama de “Guerras da Ciência”, desencadeada por afirmações sobre a ciência feitas por alguns sociólogos, historiadores culturais e filósofos de mente difusa.
    E, respondendo à pergunta-título, o autor afirma que não é sendo totalmente um crítico universal da ciência, nem fazendo uma defesa universal.
    Acho que o trecho abaixo ilustra bem essa visão:
    “Alguns cientistas estão sendo agora violentamente críticos daquilo que eles tomam como sendo a superficialidade dos programas reducionistas dos efeitos tirânicos e de estultificação da burocratização da ciência, o seguir dedicado de modas científicas e a concomitante perda do Quadro Maior e da imaginação, a hegemonia da Grande Ciência à custa da Pequena, a incompetência do sistema de revisão por pares, a comercialização da ciência e a concomitante erosão ética e intelectual, e muitos outros males que eles diagnosticam no Corpo Científico contemporâneo. Acontece que algumas dessas críticas internas olham em direção à metaciência profissional e mesmo à história da ciência em busca de auxílio na compreensão de como as ordenações vigentes vieram a ser e na condição de instrumentos que tornam as coisas melhores; muitas não o fazem.” (pag. 44)

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  9. Neste capítulo o autor disserta sobre uma questão bastante conhecida por nós: a “treta” entre cientistas sociais e aqueles das ciências exatas ou biológicas, que reflete diferentes concepções mesmas sobre ciência. Algumas destas “tretas” são: 1- o desconforto dos cientistas naturais quando os sociólogos dizer que a ciência é uma construção social, como se isso fosse uma diminuição dela; 2- como consequência da primeira treta, a ideia de que qualquer pessoa que relativiza a ciência nos termos supracitados, ou seja, reconhecendo-a como uma prática social, deve então simplesmente abrir mão dela, deixando, por exemplo, de ir ao médico convencional; 3- o desconforto dos cientistas sociais quando cientistas naturais falam de temas sociais sem embasamento ou conhecimento. Cada cientista deve se ater a falar sobre sua especialidade (aqui, trata-se do velho problema de que nenhum cientista social se atreveria a dissertar sobre como funciona, por exemplo, a física de partículas, mas todo mundo tem uma opinião formada sobre temas próprios das ciências sociais e humanas).
    O título provocativo do capítulo quer nos lembrar que ver a ciência como prática social não é ser anticientífico, ou seja, contra a ciência. Sobre isso, vale dizer que existe dentre os cientistas, especialmente alguns que atuam na divulgação da ciência (porém sem pesquisa-la a fundo), uma ideia errônea de que a população brasileira é contra a ciência. Entretanto, uma pesquisa rápida (o uso do “Método Científico” que eles tanto defendem) lhes permitiria ver que não é isso o que os dados apontam. Ao contrário, a população brasileira confia nos cientistas brasileiros e defende direcionamento de recursos financeiros para a ciência, por exemplo. O problema é que o que estes cientistas querem não é uma população que debata assuntos científicos, e sim que aceite “A Ciência” de forma acrítica. Parece, então, que Shapin está certo quando diz que precisamos entender o que chamamos de “anticientífico”.

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  10. Em “Como ser anticientífico”, Shapin se utiliza de fragmentos de discursos de cientistas com alta credibilidade entre os cientistas das ciências ditas duras para trazer afirmações que aparecem nos Estudos Sociais das Ciências. Dessa forma provocativa, nos apresenta a divisão entre “os de dentro e os de fora”. Mas quem tem “direito” a falar sobre ciência, ou a fazer uma metaciência, como o autor coloca: cientistas do próprio campo, historiadores, sociólogos, antropólogos, filósofos?
    Daí que não dá para não falar de Latour, que lá pelos anos 1980, resolveu fazer etnografia dentro de um laboratório de pesquisa e descreveu o método científico como os antropólogos descrevem os hábitos de nativos, quebrando, a partir de então, a fronteira do campo de trabalho “dos de dentro e dos de fora”. Nesse momento, “os de fora” passaram a entrar nos laboratórios e dessacralizaram tanto esse espaço quanto as práticas ali desenvolvidas - o método científico.Tinha que terminar em guerra - a tal Science War.

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  11. No capítulo 3, Shapin trata da desconstrução da ciência pelo ponto de vista dos próprios cientistas, argumentando o que seria ser "anticientífico", ou seja, contra os fundamentos e os métodos científicos e o que seria diferente disso.

    O autor dá destaque a problematização tratada no texto e lista algumas das afirmações metacientíficas mais contenciosas e provocativas, tais como: a não existência de método científico, Conhecimento novo não é ciência até que seja socializado, entre outras, sempre nos dando pistas a respeito da conduta e atitude anticientífica.

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  12. Bruno Mussa

    Me chamou a atenção a forma como o autor destacou como afirmações sobre a ciência provocam reações violentas de quem se vê defensor da ciência, por cientistas e diferentes contextos históricos ao longo do tempo. Fica latente que a questão gira em torno de questões alheias ao fato científico que se disputa, muitas vezes a relevância se dá pelo local e quem faz determinada afirmação e por quais razões. Essa observação me lembra a disputa no meio acadêmico acerca da teoria da dispersão da humanidade no globo terrestre a partir do continente africano, sobretudo no tocante a chegada da humanidade no território que hoje constitui politicamente a América. Por anos se aceitou a teoria da chegada pelo norte, até comprovada a descoberta dos vestígios humanos de mulher batizada Luzia, na região de Lagoa Santa, Minas Gerais. O fóssil de Luzia é anterior aos encontrados na América do Norte, apontando para uma reinterpretação acerca do processo de dispersão humana. Mas a quem interessa que essa versão de que a América do Sul tenha tido pioneirismo na presença humana frente tantas teses feitas a respeito que dizem o contrário, que o “avançado” norte teria tido até mesmo este protagonismo? Shapin aborda a relação inextricável de historiadores, filósofos e sociólogos com a ciência, uma vez que não é o cientista quem “sabe mais” sobre ciência pelo mero fato de ter um determinado domínio específico, “Conhecimento sobre bioquímica de plantas não é o mesmo que “conhecimento sobre ciência”” (p. 39). Percebido isso, fica claro que as ciências humanas se imbricam no debate sobre ciência, desenvolve o mesmo debate, sem ser de sua alçada determinar o que há de certo e verdadeiro na ciência, mas fazer parte juntamente com os demais cientistas.

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  13. POSTANDO POR EDEL VALY
    Como ser Anticientífico
    Os próprios cientistas, e alguns deles vencedores do Prêmio Nobel, discordam sobre pronunciamentos metacientíficos da ciência, para uns a ciência almeja ou alcança uma Verdade universal, para outros, as verdades são plurais, ou que é a verdade não é uma preocupação deles, que o que importa é “o que funciona”. Uns afirmam que a ciência está chegando ao fim, outros, que a ciência é um empreendimento de resolução de problemas de fim aberto, em que os problemas são gerados por nossas próprias soluções vigentes e continuará a ser assim.
    Da mesma forma, alguns pronunciamentos metacientíficos dos cientistas dizem que não existe nada universal, que seja aplicável ao Método Científico, e outros dizem que há.
    Quando se passa ao campo conceitual da Ciência ocorre o mesmo, uns a consideram unida, em tanto outros não. A diversidade de declarações metacientíficas dos cientistas é possível devido a que cada um realça algumas características reais e especificas de cada ciência sob, um determinado ponto de vista, sem por isso estarmos diante um confronto com a ciência.
    Shapin passa a enumerar modos de NÃO ser anticientífico de forma coerente e efetiva. Não pode ficar contra a ciência:
     por não gostar do Método,
     por ser essencialmente materialista ou reducionista,
     por ser essencialmente “racionalidade instrumental”,
     por ser um empreendimento realista ou fenomenológico,
     por violar o senso comum ou ser uma forma de senso comum,
     por ser essencialmente hegemônica ou burguesa, ou machista.
    O mais importante neste processo é a reflexão sobre o tema, permanecendo atento aos debates que ocorrem no ambiente científico e acadêmico e exercendo a liberdade de expressão de cada um.

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