Capítulo 12 - Reações

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  1. Respostas
    1. Eu não tinha noção da cultura dietética dos séculos passados. Aqui no Brasil palavras como comida e alimento só entraram em nossos dicionários em 1964 -a palavra alimento aparece pela primeira vez na Enciclopédia Barsa . Segundo Phellipe Marcel da Silva Esteves, a palavra comida não aparecia nas enciclopédias, apenas a palavra alimento, dando a total dimensão do que era a comida na época. Alimentação suportando culturas, estilo de vida. Gilberto Freyre, em seu livro Casa-Grande & Senzala, dizia: "País de Cocagne cousa nenhuma: terra de alimentação incerta e vida difícil foi o Brasil dos três séculos coloniais. A sombra da monocultura esterilizando tudo. Os grandes senhores rurais sempre endividados. As saúvas, as enchentes, as secas dificultando ao grosso da população o suprimento de víveres." A alimentação imbricada com nossa identidade, ajudando a entender nossa trajetória. "Em se plantando, tudo dá" (Pero Vaz de Caminha).
      Não só na Inglaterra os hábitos alimentares eram relacionados com a saúde das pessoas. Segundo Cristina Couto (2014, p.42), durante boa parte dos 1800's, as relações entre alimentação e saúde funcionaram como uma das explicações para várias doenças na cidade do Rio de Janeiro, conforme descrito nas teses médicas brasileiras produzidas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro durante o século XIX.
      Mas foi só em 1960 que o estudo da alimentação ganhou destaque. Segundo Leila Algranti, com o crescimento do interesse pelos estudos sobre o cotidiano e vida privada, o estudo sobre a alimentação ganhou destaque. Ainda segundo Algranti, foi somente em 1990 que a alimentação deixou de ser tema complementar e adjacente na história para se tornar um campo de estudos específico.

      Couto, Cristiana. Doenças no Brasil Oitocentista: alimentação como prevenção na produção médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1832--‐‑1889) https://revistas.pucsp.br/circumhc/article/download/21622/15873

      Algranti, Leila M. História da alimentação na América portuguesa, http://historiacolonial.arquivonacional.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5109&Itemid=366

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  2. Seguindo a linha do capítulo anterior, este comenta muito sobre a questão social envolvida nas dietas dos séculos passados cujo filósofos aderiam e médicos incentivavam. Trazendo junto disso, as várias divergências do que seria considerado como melhor comportamento pela sociedade, graças ao choque entre aqueles que seguiam a expertise médica e o autocontrole radical de suas dietas como marca de temperança, e aqueles que seguiam o seu próprio senso comum e o prazer do corpo como sinal de jovialidade. Ambos, alegando que o outro método traria real miséria ao corpo e ao espírito.
    E por mais que possamos até opinar sobre qual dos dois lados detinha maior verdade, é fato que, baseado nos dias atuais, não existe nada que prove a superioridade de um lado sobre o outro. Pois se houvesse, teríamos já superado tais argumentações que no fim são só uma manifestação das preferências de cada um. Nisso então nos resta as implicações sociais que, por mais ocultadas que elas tenham sido nos dias de hoje, ainda sim não foram completamente eliminadas. E para tal eu então comento um cenário do qual tive o prazer de presenciar não faz tanto tempo. Onde no caso, um médico com opiniões radicais sobre a alimentação tentou influenciar um grande grupo de pessoas banindo elementos como carne e chocolate de suas dietas, por conta de uma experiência pessoal negativa com sua própria saúde. Não demorou então para estas pessoas acatarem suas ordens como uma regra social entre elas. Onde então entre seus membros começou a produção de comidas integrais, sem açúcares, e sem carnes, mesmo que através de boatos todos soubessem que cada um "deslizava" à sua própria maneira das regras explícitas do médico. Sendo assim, comer "besteiras" escondido se tornara uma piada interna entre estas pessoas, e seguir a dieta à risca, um produto público de aceitação entre elas. Consolidando dessa forma os mesmos vestígios de ligações entre o social e a dieta que encontramos presente neste capítulo.

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  3. Neste capítulo o autor aborda a relação entre dieta e moralidade através da análise de dois gêneros textuais do início da Era Moderna: o texto médico popular e os livros cortesãos. Para o autor, os dois gêneros, apesar de bastante distintos, têm em comum o fato de correlacionarem o que é bom para alguém com o que é moralmente bom. Os princípios que norteiam a dieta em geral tida como adequada, neste contexto, são a moderação e a prudência, evitando-se os excessos, mas também o equilíbrio, de forma a não se chegar ao extremo oposto. E isso tinha tudo a ver tanto com cavalheirismo quanto com capacidade política, porque era uma demonstração de autocontrole. E o discurso era o mesmo em termos médicos, religiosos, sociais... Por outro lado, também haviam aqueles que falavam em favor da liberdade individual e da flexibilidade, que não se deve seguir regras sobre dieta e que o próprio indivíduo sabe o que lhe cai bem. E aí ganha forma, a meu ver, uma certa desconfiança em relação ao conhecimento médico. Ao final do capítulo, no qual o autor busca fazer uma correlação com a atualidade, fica patente que as coisas mudaram, mas nem tanto assim. Se, por um lado, vemos a mudança no discurso médico, cada vez mais “racional” e evitando qualquer correlação entre alimentação e emoções, por outro, os hábitos que apresentamos socialmente continuam sendo de grande importância para nos legitimarmos, senão como “cavalheiros”, como sujeitos com quem se valha a pena fazer amizades e interagir socialmente, para usar os termos do autor no final do capítulo. Outro ponto que achei interessante é o fato de todo esse discurso de autocontrole alimentar perpassar diferentes momentos históricos - desde a Antiguidade até a contemporaneidade –, mas também diferentes contextos sociais e religiosos. Assim, se na perspectiva apresentada pelo autor vemos a origem deste discurso em conceitos cristãos, é curioso notar que, pensando em uma perspectiva não eurocentrada, também encontramos a ideia de controle alimentar como forma de aproximação com as divindades em tradições religiosas africanas e indígenas milenares, conforme exemplificado por este vídeo sobre o jejum na umbanda, que já havia indicado no grupo da turma: https://www.facebook.com/CasadoPerdao/videos/2411340209083723/ . Seria interessante notar aproximações e diferenças entre estas diferentes perspectivas culturais/religiosas sobre a alimentação.

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  4. Capítulo 12
    Como Comer Como um Cavalheiro: Dieta e Ética na Inglaterra no Início da Era Moderna
    Shapin busca dar continuidade ao capítulo anterior (complementando-o na realidade) destacando a questão das dietas adotadas nos séculos passados onde os filósofos eram incentivados pelos médicos da época. Qual a consequência disso? Uma divergência de ideias de qual seria o melhor posicionamento (comportamento) da sociedade, com cada lado defendendo o seu ideal. Acredito que a questão esteja tão somente no ato preferencial de cada um, e não que cada lado esteja certo. Se buscarmos, sem muito trabalho, continuamos com tais separações alimentares. Basta olharmos para os que preferem os alimentos ligth’s, os vegetarianos, etc.

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  5. O autor de forma complementar ao capítulo 11, trata as questões alimentares, diante da era moderna aonde os filósofos apresentavam um incentivo dos médicos, Shapin no capitulo configura essa relação avaliando os aspectos sócias da época, a influência de médicos nas dietas levando em consideração suas experiências desconsiderando o fato de cada pessoa apresenta uma fisiologia, na relação coletiva representou segundo Shapin um problema, trazendo para Brasil atual, apresentei a reação de comparação com o movimento antivacinação, que segundo a OMS encontra-se entre os 10 maiores riscos à saúde global.

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  6. No início da Era Moderna, na Inglaterra, eram comuns livros sobre texto médico popular; feitos por praticantes médicos, mas também por não-médicos. A ênfase desses livros era voltada mais para a dieta do que para o diagnóstico e terapêutica: “regime e higiene em seus aspectos mais amplos, e não apenas sobre o que comer e beber. Isso refletia o centro de gravidade da cultura médica à época, e também do leitor de exercer sua escolha na dieta”. (pag. 261)
    Juntamente com os livros de textos médicos, surgiram livros sobre ética prática, conhecido como livros dos cortesãos, que orientavam sobre “os bons modos do cavalheirismo”. Dessa forma, associou-se as boas práticas médicas às práticas morais: “O que era médico e o que era moral ocupavam o mesmo território, em sentido figurado, no caso dos modos culturais, e em sentido literal, no que diz respeito ao controle cotidiano do corpo e nas relações deste com o mundo”. (pags. 262 e 263)
    Ideia corroborada com colocações de vários estudiosos da época. Ludwig Edelstein: “Quem quiser manter-se saudável tem... saber como viver corretamente”. Owsei Temkin: “Uma vida saudável é uma obrigação moral... A saúde... torna-se uma responsabilidade; e a doença, matéria de possível reflexão moral”. Galeno sintetizou de uma forma mais abrangente: “A disposição da alma é corrompida pelos hábitos do comer e no beber, e no exercício, naquilo que vemos e ouvimos, e em todas as artes”. (pag. 263)
    Em todo o capítulo vemos remissão à ideia de moderação no comer, no beber e no comportamento.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. LABORATÓRIOS DE ESTUDOS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE
    Aluno: Mario Afonso da Silveira Barbosa
    Reação ao capítulo 12 do livro “Nunca Pura”

    A alimentação é uma necessidade fisiológica básica, um direito humano e um ato sujeito a tabus culturais, crenças e diferenças no âmbito social, étnico, filosófico, religioso e regional. O ato de alimentar-se incorpora tanto a satisfação das necessidades do organismo quanto se configura como uma forma de agregar pessoas e unir costumes, representado assim um ótimo método de socialização.
    É a partir das práticas e livros médicos, no século XVII, que as normas começam a se instituir de um poder governamental sobre a saúde dos indivíduos, distinguindo o normal do anormal. A instituição de um saber médico-administrativo começa a operar como técnica geral de saúde preventiva, com medidas de intervenção e controle sobre o espaço urbano em que vive a sociedade e o comportamento do indivíduo. Dessa forma, um sistema de normalização institui-se a partir de prescrições para a alimentação e a bebida.
    Eu, particularmente, sou contra a cultura da dieta e certamente não me alimento como um cavalheiro, principalmente às sextas e finais de semana, quando como feijoada, churrasco, bacalhoada, etc., além de beber cervejas, vinhos e caipirinhas.

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  9. Neste capítulo, o autor descreve os hábitos alimentares no início da era moderna, deixando claro que existia, na época, uma intensa conexão, uma forte ligação entre o hábito alimentar e as características morais, sociais e religiosas do momento histórico. Marquei como sendo extremamente interessante a citação da página 265 que diz que “pessoas inutilizadas pela bebedeira ou pela lubricidade procriam necessariamente crianças insalubres, malucas e frequentemente de mau caráter” Este argumento esclarece pra mim que os hábitos alimentares se entrelaçam com as características morais e físicas do ser humano quase na mesma intensidade que consideramos hoje ter o DNA. O capítulo continua explicando o que seria uma dieta moderada, discutindo a questão da sociedade e do raciocínio e culmina com argumentação de que alimentação humana, ao mesmo tempo que não deve ser um problema, deve obedecer as características do corpo, a linguagem do corpo, o ritmo do indivíduo, a natureza do indivíduo, seus gostos e preferências e, acima de tudo, não ser limitada por regras. Achei as discussões da página 282 e 283 as mais interessantes deste capítulo.

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  10. POSTANDO PELA EDEL VALY (como sugerido pelo Edu)!
    No capítulo Como Comer como um Cavalheiro – Dieta é Ética na Inglaterra no Início da Era Moderna, Shapin, relaciona livros sobre medicina com livros sobre moralidade, gêneros muito populares à época.
    O autor nos conta que os livros médicos, não necessariamente eram escritos por profissionais da área e, versavam principalmente sobre o que comer e beber, com ênfase nas dietas-regimes e em questões de higiene, visando difundir o conhecimento médico e recomendar procedimentos. Por outro lado, temos o sucesso dos livros sobre ética, incluindo os chamados livros cortesãos. Escritos por cavalheiros, para outros cavalheiros, ofereciam instruções sobre o jogo social, que valorizava o papel da virtude, educação e boas maneiras.
    Mas porque relacionar livros de medicina com livros sobre moralidade? Porque entendia-se que o que era bom para alguém, era considerado moralmente bom, por tanto, o sujeito que fizesse o bem era bom, era virtuoso.
    A maior parte dos textos, se não todos sobre ética abordavam conselhos médicos e aconselhamentos dietéticos. Puritanos, libertinos, moralistas, cavalheiros, todos recebiam recomendações especiais sobre dietas, sendo quase uma regra geral evitar os excessos.
    Mantendo a moderação, se garantia uma boa saúde e demonstrava-se virtude e conhecimento, assim como preocupação com o próprio corpo. A literatura sobre ética também recomendava a moderação entendendo-a como virtude e, condenava os excessos. A doutrina do Meio Termo recomendava a moderação. Segundo Bacon, “extremos são prejudiciais, o meio termo é o melhor; porém onde os extremos são benéficos, o meio termo não tem valor, na maioria das vezes...”. Concordava com os conselhos de Celso em relação a uma dieta variada e com certa liberdade. Bacon oferecia conselhos sobre alimentação discordantes dos aconselhamentos médicos e morais predominantes: “...um pouco de excesso é por vezes bom para a irrigação do corpo”, entendendo que o banquetear imoderado não deveria ser proibido. Os médicos não concordavam com essa ressignificação da moderação.
    Montaigne preferia a sua própria experiência e dizia que, em tanto se atue com prudência, o corpo se acostumaria a uma determinada rotina, além de preferir escolher qual expertise médica seguir.
    Apesar de ter-se dissociado na época moderna, medicina de moral em tanto à dieta a seguir, podemos dizer que permanece o sentido da expressão “você é o que você come”.
    Através desses relatos, Shapin nos faz perceber quanto da identidade atual e valores sociais ainda são avaliados por meio do controle pessoal e do controle sobre os outros, podendo-se afirmar que a medicina e moralidade continuam coexistindo. A cultura da dieta sobrevive na modernidade tardia e, a semelhança de Montaigne, o hábito de selecionar e escolher a expertise médica a seguir, com base na moderação.

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  11. “Como comer como um cavalheiro?” (No meu caso, como uma dama) Neste capitulo, Shapin discute a relação entre ética e dieta que se configura contexto da Inglaterra do início da Era Moderna. Toma como material os livros de medicina popular e dos cortesãos que eram recomendados para os cavalheiros. No escopo dessa literatura havia a um conjunto de recomendações de costumes alimentares que deveriam ser praticados pelos homens virtuosos e de boas maneira. A questão entrelaçando ética, saúde e sociedade encontra-se presente desde antes da instauração da cultura moderna, antes dos nobres e cavalheiros, sábios, religiosos e filósofos já eram adeptos de práticas de autocontrole alimentais, jejum e sujeição das paixões. Hoje o mesmo princípio que aliança dieta e ética obedece a outros senhores, diria, além de apenas satisfazer o autocontrole e a purificação dos corpos para elevação do espirito. Não existe mais algo como um valor religioso ou fundo moral exatamente. Atualmente marcados por uma cultura de massa narcisista, de culto aos corpos permanentemente jovens, sarados e saudáveis, somo implacavelmente lançados a uma necessidade de nos cuidar bem, nos alimentar bem e sermos alegres e belos sempre, para estarmos bem inseridos socialmente! Assistimos essas práticas de aconselhamento médico a uma vida feliz e saudável como dispositivo de controle sobre a vida dos corpos dentro de sistema social: ninguém escapa! Controla-se através dos conselhos médicos e postulados, propagados e reforçados constantemente, que elegem, de tempos em tempos, o que se deve ou não comer, quais os alimentos benéficos ou prejudiciais quando combinados com outros que devemos ingerir, quanto comer e quanto se deve pagar por uma alimentação saudável. De fato o mercado publicitário dos alimentos é um dos mais rentáveis hoje, gerenciados pelos interesses capitalistas e garantidos pela OMS. Ser saudável é se alimentar bem e com moderação, aliado a prática de exercícios físicos para se manter um corpo sempre saudável: isto é o que se recomenda!

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  12. No capítulo12, Shapin dá continuidade ao capítulo 11 enfatizando as abordagens dos hábitos alimentares dos filósofos, especificamente, no que diz respeito a ética e dieta. Entretanto, é possível destacar os textos de Medicina Popular recomendados para os cavalheiros, visto que tais recomendações de costumes alimentares ditava as boas maneiras que homens virtuosos deveriam seguir, bem como a conjunção da ética, saúde e sociedade inerentes à cultura dos nobres e cavalheiros, sábios, religiosos e filósofos.

    Particularmente, sou adepto da idéia de Montaigne que foi apresentado pela nossa colega Cláudia Turco.

    “Se teu médico não pensa que te faz bem dormir, beber vinho ou comer esse ou aquele alimento, não te preocupes: encontrarei para ti outro que não concordará com ele”.
    Montaigne

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  13. Este capítulo me fez recordar sobre uma reportagem que assisti certa vez sobre : “fome e a obesidade, dois lados da mesma moeda: um sistema alimentar que não funciona e condena milhões de pessoas à má nutrição.” Nela era apresentado como muitas pessoas que alimentavam-se mal (uma única refeição ao dia e de má qualidade) e mesmo assim eram obesas, mostrando a relação do cérebro com o fato de escassez da qualidade dos alimentos.
    Nos dias de hoje, muitas são as opções de alimentações cientificamente saudáveis: dietas ricas em proteínas, dietas sem proteínas e repletas de frutas, legumes e grãos, dietas com jejum, etc. Temos ao nosso alcance pesquisas em cada uma das dietas apresentadas e médicos nos orientando qual a mais adequada para aplicarmos.
    Mas o que é mais latente para mim é que “comer como um cavalheiro” implica em ter acesso à comida de qualidade e isto acaba sendo incompatível com pessoas de baixa renda, trazendo à tona que não se trata apenas de uma questão de escolha, mas sim de possibilidades.

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